Havendo duas dimensões temporais, não tem grandes implicações para nós, isto porque, nós sendo seres unidimensionais em termos temporais, as implicações de haver duas dimensões temporais, seriam as mesmas de haver quatro dimensões espaciais, nós não conseguiriamos utilizar a quarta dimensão.
Mas isto de foi uma forma muito redutora, imaginemos que viviamos a duas dimensões, só andavamos para a esquerda e para a direita e para a frente e para trás, não tinhamos qualquer noção de cima e baixo. A terceira dimensão espacial para nós seria inexistente, apesar de existir.
A principal e unica implicação de haver uma segunda dimensão temporal, seria a mesma de haver uma quarta dimensão espacial, que é, compreendiamos melhor as coisas... teriamos uma nova perspectiva, nada mais.
Isto não é bem assim, havia muito para dizer sobre isto, mas agora não temos tempo...
Vou comunicar sobre comunicar, ou seja, meta-comunicação. Havia muito para dizer sobre isto, mas agora não temos tempo...
Duas coisas muito importantes sobre comunicação:
É universal
É inevitável
É universal porque, eliminando especificidades culturais e locais, todos comunicamos de igual forma, e é inevitável porque até não comunicar é comunicar que não se está a comunicar, isto porque a comunicação não é apenas verbal (entenda-se por verbal a comunicação que recorre ao uso da palavra) existindo também a comunicação não verbal, que per si, é suficiente para ofuscar a verbal.
Como exemplos de comunicação não verbal, temos gestos corporais, modo de vestir, maneira de estar, etc. Por exemplo, uma das explicações mais plausíveis para a espécie humana ser a única espécie de mamíferos com olhos fusiformes é porque quando éramos todos caçadores-colectores e andamos em grupos a caçar, era muito útil poder indicar a localização de uma presa sem sons nem gestos, e ao ter olhos oblongos facilmente conseguimos indicar esta mesma localização apenas por olhar para ela.
Há uns tempos ouvi outra conversa gira numa formação de "selling skills":
"A maior parte do que dizemos, não é o que dizemos, mas sim como o dizemos"
E isto leva-me ao segundo ponto, que é a comunicação ser composta de um conteúdo e de uma forma. Textualmente é difícil de explicar, mas imaginem vocês nas vossas cabeças as seguintes frases:
"Eu não sabia que eras assim." - seguido de um suspiro :) "Eu não sabia que eras assim." - seguido de um estalo :(
O conteúdo é o mesmo, mas a forma (e obviamente os significados) são completamente diferentes.
Ainda a respeito da comunicação, aprendi que a interacção e feedback são extremamente importantes no acto comunicativo, porque permite a ambos os interlocutores ter noção do que está a ser assimilado do outro lado, e consequentemente ajustarem o seu discurso e/ou conteúdo e forma.
E agora para terminar deixo-vos com a música do dia:
OMD - Enola Gay (Fun Fact, Enola Gay e Bockscar foram os dois bombardeiros americanos que largaram as bombas atómicas Little Boy e Fat Man em Hiroshima e Nagasaki, respectivamente)
A avaliação é um processo contínuo, sistemático e integral. Ou seja, é impossível fugir à avaliação!
As avaliações são (e devem ser encaradas) como oportunidades de:
rediagnosticar novas necessidades
redefinir novos itinerários de aprendizagem
introduzir reajustamentos de desvios e lacunas
Mas no entanto, como a avaliação é feita por pessoas, é subjectiva (Asimovforever), e os principais factores de subjectividade na avaliação encontram-se identificados a seguir
Ausência de critérios comuns (os bons alunos tem uns critérios, os outros tem outro)
Informação prévia (informação que se recebe a respeito de um formando que influencia a visão que se tem do mesmo)
Efeito de Halo (relacionado com a apresentação, linguagem, higiene. Na minha opinião este factor de subjectividade muitas vezes nem é perceptível pelo próprio formador)
Efeito ordem de avaliação. (Um formando foi sempre avaliado bem, e na última avaliação teve uma nota baixa, devido às expectativas com que se ficou serem altas, contribui ainda mais para a negatividade da avaliação)
Infidelidade do próprio formador (acontece quando o formado tem alterações emocionais ou outras perturbações como doença, etc, nos momentos de avaliação).
Os critérios de êxito indicam os níveis de qualidade que o comportamento ou produto deve apresentar, e são um factor muito importante na definição de objectivos específicos.
Os critérios de êxito podem dividir-se nos seguintes subtipos:
critério de qualidade
critérios de quantidade
Ao nível dos critérios de qualidade, estes dizem respeito ao resultado final, e referem-se claramente à forma como o produto final se deve apresentar. No que diz respeito aos critérios de quantidade, estes podem ser especificados sob a forma de rapidez, precisão ou exactidão, percentagem, número de respostas.
Em suma, e a respeito dos objectivos em geral, pode-se dizer que os meus são
um factor de clarificação, permitindo eliminar ambiguidades.
um instrumento de comunicação e entendimento entre os vários intervenientes
um instrumento de orientação para os formadores
um guia para o formando, permitindo motivar o mesmo dando sentido a cada passo da formação
Factor de objectividade na avaliação
Um instrumento de rendibilização da formação.
Os objectivos devem ser
Concisos, claros e objectivos
Precisos e evidentes
Úteis
Para exemplificar, deixo como exemplo os objectivos gerais e específicos que o meu grupo (Sara, Marina e eu) fez, porque foram os melhores de todos :)
Formação Excel
Objectivos gerais Aquisição de conhecimentos básicos da folha de cálculo Excel 2007.
Objectivos específicos
O formando deverá inserir linhas e colunas, utilizando o menu de contexto, nas localizações especificadas
O formando deverá indicar os tipos de gráficos existentes, sem recurso a documentação, e acertando em pelo menos metade
O formando deverá organizar informação do mesmo livro, em várias folhas, não ultrapassando um total de três folhas.
Como ainda tenho muita coisa para fazer hoje, vou já tratar do meu blog...
O que aprendi hoje foi que os formadores homens são vitimas de assédio por parte das formandas, e que devem tratar este tipo de situações com algum cuidado e distanciamento para normalizar a relação formando-formador.
Depois a gripe começou a piorar (agora ainda está pior :P) e já não consegui aprender tanto como devia, mas aqui vai o que me ficou.
Comportamento esperado
deve ser formulado do ponto de vista do formando. e.g. "o formando deve..."
Deve ser formulado em termos mensuráveis. e.g. "o formando deve ser capaz de efectuar montar uma peça de fibra"
Deve incluir um verbo operacional: "construir, aplicar, etc"
Nas condições de realização deve ser especificadas de acordo com os seguintes critérios
Amplitude do problema (dimensão do problema, jantar para 1000 pessoas ou jantar para 10 são coisas muito diferentes)
Equipamentos ou instrumentos a utilizar (por exemplo martelo pneumático, etc)
Local (numa oficina, numa sala de aula)
Material (fácilmente confunde-se com o equipamento, mas não é bem a mesma coisa, é tipo auxiliares ao trabalho, como fórmulas)
Exigências ou condições especificas (por exemplo numa formação para lavar janelas de arranha-céus, é legitimo pedir que o formando lave uma janela a mais de 100m de altitude)
Ao contrário do comportamento esperado que tem que obedecer a todos os critérios para ser considerado como tal, as condições do problema basta especificar uma condição, pois em muitos casos nem aplicável todas as sub caracteristicas.
Foi só isto que me ficou na cabeça... Mas para voltar ao activo, vou ouvir RATM para despertar :)
Fui fumar e fiquei outra vez com os dedos gelados, por isso decidi voltar a escrever aqui qualquer coisa.
Vou falar-vos da história de quando deus me convidou a fazer o seu trabalho por um dia. Tudo começou comigo em casa, e deus aparece-me à frente e diz: - Oh jemelo, não queres fazer de deus para eu ir fumar ali ao universo do lado?
Eu disse:
- Não faças isso que vais ficar com os dedos gelados!